domingo, 1 de fevereiro de 2009


- Oi, bom dia... Dormiu mais que a cama! – Beny estava animado.
- Sim, dormi... Na verdade demorei a pegar no sono e quando peguei olha no que deu.
- Que bom... Você acordou na hora certa então porque a sua mãe está quase terminando o almoço.
- É... Eu senti o cheiro lá da minha cama. Parece estar bom.
- Se está bom eu não sei, mas se estiver ruim vocês me falem – Mamãe disse preocupada.
- Imagina dona Vânia. É impossível uma comida com um cheiro tão bom estar com o gosto ruim. – Beny extremamente simpático.
E não estava mesmo. A comida estava uma delícia. Frango assado com farofa, maionese e arroz temperado. Mamãe havia caprichado. Comemos, o ambiente estava silencioso.
- Mãe, a tia e a Susan não quiseram comer conosco?
- Eu não sei, parece que elas não acordaram ainda. Quando acordarem, vou chamá-las. Só não podemos ficar esperando porque a comida vai esfriar. Pelo jeito elas hoje vão acordar depois das duas.
Mamãe havia acertado. Duas e meia apareceram mãe e filha. Susan estava com cara de sono ainda e tia Gilda estava bem acordada. Pediram comida e mamãe riu. Eu e Beny também rimos. Tínhamos guardado um pouco para elas, e comeram com vontade como se jamais tivessem visto comida antes. Entre uma garfada e outra, Susan interrompia o silêncio.
- Beny você dormiu bem?
- Dormi. Adivinha quem fez minha cama?
Susan me olhou seria. Eu respondi sim com a cabeça.
- Por quê? Beny já sabe fazer a cama muito bem sozinho.
- Eu sei. - Respondi – Eu só queria que Beny fosse bem recebido, afinal agora somos amigos.
- Que bom saber que meu futuro namorado está sendo bem tratado aqui.
Senti um diferente tom de voz quando ela disse isto. Ela falou isto justo para indiretamente eu perceber que Beny era dela e que eu não tinha chance. Olhei para o Beny.
- Namorado Susan?
- Sim Beny, você quer namorar comigo?
Todos olharam para Susan assustados. Não era comum meninas pediram seus parceiros em namoro. Beny não tinha saída. Ele só poderia responder que sim.
- Susan... Eu queria fazer essa pergunta para você.
- E por que nunca fez?
- Esse tipo de pergunta se faz a sós geralmente.
- E quantas vezes nós já tínhamos ficado a sós?
- Algumas.
- Então Beny...
- Então... Se não tenho saída, eu aceito.
- O quê? Você aceitou só porque não tinha saída? Você não me quer também?
- Susan não é isso... Você entendeu errado.
- Não Beny! Eu entendi o que você me disse.
- Susan, por favor... – Retrucou tia Gilda.
- Mãe, você acha justo isso que Beny está fazendo comigo?
- Filha, Beny tem livre escolha. Ele aceitou o pedido, só expressou-se mal.

Um comentário:

Wise-Boy disse...

benny ta com duvidas, huahauah