quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


- Susan, posso dormir aqui?
- Pode. E você também Beny, irá dormir aqui conosco.
- Eu acho que vou dormir na sala, será melhor. Sua mãe não vai gostar. – Responde Beny meio sem jeito.
Nesse instante chegam tia Gilda e mamãe na porta do quarto.
- Como vocês irão fazer? Só tem a cama da Susan. – Perguntou mamãe.
- Bem tia Vânia, eu vou dormir na minha cama. Eles podem dormir no chão. Não temos colchão sobrando, mas temos bastantes cobertores. – Responde Susan.
- Beny não vai dormir aqui junto com você. – Retruca tia Gilda.
- Mãe...!
- Sim, filha. Tem vários lugares da casa que ele pode dormir, não precisa ser aqui.
Minha mãe interrompeu e trouxe uma solução que até hoje não acredito que tenha surgido naquele momento.
- Então... Vamos dormir lá em casa. Assim cada um dorme em sua cama, sem preocupação, sem estresse e além do mais temos um quarto de hóspedes. Ele é pequeno, mas Beny pode dormir lá, se sentirá mais a vontade.
- Tudo bem! – Responde Beny olhando para mim.
Eu não olhei para Susan naquele momento, mas tenho certeza de que ela tenha ficado brava. Era a primeira vez que eu me aproximaria de Beny sem Susan estar perto. Fomos. Abrimos a casa, acendemos as velas e quando eu estava arrumando a cama do Beny, a luz voltou. Não soubemos o motivo daquela falta. Depois, mamãe foi para a cama. Eu demorei um pouco mais no quarto de Beny para podermos conversar. Era minha chance.
- Beny...
- Sim!
- Tu amas Susan?
- Bem... Amar eu não amo... Mas estou gostando dela.
- E tu achas que ela te ama?
Ele ficou pensativo. Olhou nos meus olhos.
- Eu não posso saber se ela me ama, mas sei que ela é muito querida comigo.
- Então, tu gostas dela.... – Sussurrei e ele ouviu.
- Gosto. Disso eu não tenho dúvida.
- Eu também gosto de ti Beny.
- Como assim?
- Gosto de ti e te admiro. Tu pareces ser uma boa pessoa.
- Que nada! Obrigado, mas você nem me conhece direito.
- Mas quero conhecer.
- Sim, eu adoraria te conhecer melhor também, mas agora precisamos dormir. A gente conversa melhor daqui para frente.
- Tudo bem... Tu queres que eu durma aqui contigo? Assim, tu não te sentirás sozinho e nós podemos conversar um pouco até o sono nos pegar de vez.
- Não... Eu não vou me sentir bem... Durma na cama você também. Você merece e eu não tenho medo de dormir sozinho.
- Certo... Tu que sabes... Boa noite!
- Boa noite!
Aquele tinha sido o meu primeiro passo. Gostei do jeito como ele falou comigo. Talvez ele estivesse me evitando um pouco por não me conhecer muito bem. Com o tempo eu mudaria isso.

Um comentário:

Wise-Boy disse...

Benny Benny daqui a pouco é cama hauahuaha