
Beny não me convidou para entrar. Talvez ele tivesse percebido que eu estava querendo falar de mim. Beny era esperto e eu tinha certeza que ele entendera o que lhe foi dito. Pude vê-lo abrir o portão, fechar e depois entrar com passos longos. Beny não era apenas uma boa pessoa. Beny era bonito. Seus cabelos castanhos bem escuros quase confundiam com o preto. Sua pele não muito clara me deixava com ainda mais desejos. Seus olhos brilhantes e sua boca carnuda. Um sorriso inigualável. No rosto uma expressão tímida. O corpo em forma, um tanto magro, mas perfeito para mim. Seu modo de andar me fascinava. Seu modo de se vestir sempre me agradava. Suas mãos macias e unhas bem cortadas. Pernas peludas. Peito nu. Tudo que pude ver. O detalhe da mão pude sentir na entrega de presentes da noite anterior. O detalhe do peito pude ver graças ao costume que Beny tinha de andar sem camisa, assim como pude ver o detalhe na perna sempre que ele andava de bermuda ou com shorts de times de futebol. Tudo para mim era lindo nele. Se ele não era, estava provado que o amor é realmente cego. Falando em beleza, Beny morava em uma casa maravilhosa. Um quintal rico em verde, gigantesco para que pudesse abrigar a enorme casa. Três pessoas não precisavam de uma casa daquele tamanho. Então, lembrei que minha casa também era grande, porém valia muito menos. Permaneci por dois minutos parado, olhava para não esquecer o lugar.
Voltei para casa um pouco triste. Eu gostaria de conhecer a casa de Beny como ele conheceu a minha. Embora nós tivéssemos ido da minha casa até a dele a pé, nossas casas eram longe uma da outra. Eu fazia o percurso em trinta minutos. Com Beny e com toda nossa conversa, com passos lentos e pequenos, demoramos um pouco mais. Eu colhi uma flor em um quintal e guardei. Guardei-a para minha mãe. Eu não perdia esse romântico costume. Caminhei bastante rápido dessa vez. Chegando em casa, vi mamãe no sofá sentada, quase deitada. Ela já havia lavado a louça, limpado o chão. Mamãe sempre foi muito organizada e perfeccionista. Nossa casa sempre estava bem limpa. Às vezes eu a ajudava, mas era um pouco raro. Sentei-me em outro sofá próximo ao que ela estava. Entreguei-lhe a bela flor, ela ficou contente. Colocou no cabelo. Rimos. Assistimos um dos programas de relacionamentos entre casais favoritos dela. Eu também gostava. O programa terminou. Foi quando resolvi voltar no assunto tratado entre nós dois anteriormente.
Voltei para casa um pouco triste. Eu gostaria de conhecer a casa de Beny como ele conheceu a minha. Embora nós tivéssemos ido da minha casa até a dele a pé, nossas casas eram longe uma da outra. Eu fazia o percurso em trinta minutos. Com Beny e com toda nossa conversa, com passos lentos e pequenos, demoramos um pouco mais. Eu colhi uma flor em um quintal e guardei. Guardei-a para minha mãe. Eu não perdia esse romântico costume. Caminhei bastante rápido dessa vez. Chegando em casa, vi mamãe no sofá sentada, quase deitada. Ela já havia lavado a louça, limpado o chão. Mamãe sempre foi muito organizada e perfeccionista. Nossa casa sempre estava bem limpa. Às vezes eu a ajudava, mas era um pouco raro. Sentei-me em outro sofá próximo ao que ela estava. Entreguei-lhe a bela flor, ela ficou contente. Colocou no cabelo. Rimos. Assistimos um dos programas de relacionamentos entre casais favoritos dela. Eu também gostava. O programa terminou. Foi quando resolvi voltar no assunto tratado entre nós dois anteriormente.

Um comentário:
hum a coisa vai pegar fogo agora.
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