quinta-feira, 20 de novembro de 2008


E assim fiz. Desci do ônibus e fui até a casa de Susan pegar a carta. Não custava nada já que era quase ao lado do meu serviço. Eu imaginava que ali dentro ela teria escrito algo muito amável, que pudesse mudar o pensamento de Beny. E antes que eu e ele nos desencontrássemos já pedi para que minha mãe o deixasse entrar quando chegasse a minha casa, nem que fosse para me esperar a noite toda. E aconteceu exatamente como eu planejava. Beny chegou a minha casa por volta das dezoito horas e minha mãe deixou-o entrar e ofereceu-lhe café... Ele recusou e foi até o computador, que era praticamente dele, tanto a máquina, quanto o quarto de hóspedes, pois quando minha mãe viajava Beny e Susan sempre passavam o fim de semana comigo e usufruíam do humilde quarto computadorizado, coisa que não tinha no meu ao lado. Depois mamãe teve que sair, viajou novamente. E me ligou logo depois para uma rápida despedida.
Meu dia foi cansativo. Meu patrão pediu que eu trabalhasse apenas no turno da tarde, como sempre. E durante a manhã, aproveitei para adiantar algumas aulas de idiomas. Saindo do cursinho, almocei. Como meu esforço durante o turno não foi suficiente, fiquei até tarde, cumpri horas extras e deixei a empresa por volta de meia-noite. Meu dia foi bom, resolvi muitos pepinos que teria de enfrentar durante a semana e consegui adiantar algumas tarefas. Chegando em casa , notei um silêncio, mas minha mãe já havia me avisado que Beny me aguardava aflito.

Um comentário:

Wise-Boy disse...

Coitadinho do Beny...