Eu já não me importava mais com todos esses transtornos que aconteciam desde a minha infância. Eu tinha quinze anos de idade quando pude saber o que era morar em uma casa própria. Tenho tanto orgulho em dizer isso que friso diversas vezes e pode parecer repetitivo. Para mim, todos os problemas acabariam a partir dali e por parte eles acabaram, pois nem cobranças antigas recebemos mais. Porém, ocorreram novos problemas depois que fomos morar em Destilândia. Problemas que eu jamais imaginaria que pudessem ser piores aos que nossa família sofria ao longo desse tempo. Eu me culpava por ter provocado-os, mas comecei a perceber aos poucos que minha tia planejara tudo e eu era apenas a vítima. Talvez eu não precisasse me chamar dessa forma, mas considero-me assim.
No primeiro dia da minha nova vida, acordei com preguiça, mas levantei rápido em busca do café da manhã.
- Esqueci de por os copos na mesa. Podes pegar ali embaixo, por favor. Se quiseres, tua caneca está aqui no escorredor de louças – disse-me mamãe tão doce.
Mamãe sempre foi doce comigo. Meu pai era mais rude. Lembro-me bem de um dia que eu estava em cima de um pé de goiaba, enquanto meu pai me chamava para tomar banho, isso já era noite. Eu não ouvi o chamado dele. Ele se aproximou e chamou mais alto. Eu fingi que não tinha ouvido e continuei ali em silêncio. Quando ele me viu ali perto sem responder nada, disse que iria me bater. Eu fiquei com medo, mas o desafiei mesmo assim não saindo lá de cima. Para minha surpresa, meu pai subiu na árvore e me alcançou rapidamente. Eu nunca podia imaginar que ele faria isso. Nunca havia visto um adulto subindo em árvore. O restante desse episódio acho que nem preciso contar, mas posso resumir que apanhei bastante, chorei e realmente aprendi a lição. Sem contar as milhares de palavras que tive de ouvir, a bronca, a lição de moral, e por ai adiante... Enquanto minha mãe dizia que ele exagerava e deveria ser menos agressivo comigo. Hoje em dia percebo que ele foi pouco agressivo, pois eu era sapeca demais.
No primeiro dia da minha nova vida, acordei com preguiça, mas levantei rápido em busca do café da manhã.
- Esqueci de por os copos na mesa. Podes pegar ali embaixo, por favor. Se quiseres, tua caneca está aqui no escorredor de louças – disse-me mamãe tão doce.
Mamãe sempre foi doce comigo. Meu pai era mais rude. Lembro-me bem de um dia que eu estava em cima de um pé de goiaba, enquanto meu pai me chamava para tomar banho, isso já era noite. Eu não ouvi o chamado dele. Ele se aproximou e chamou mais alto. Eu fingi que não tinha ouvido e continuei ali em silêncio. Quando ele me viu ali perto sem responder nada, disse que iria me bater. Eu fiquei com medo, mas o desafiei mesmo assim não saindo lá de cima. Para minha surpresa, meu pai subiu na árvore e me alcançou rapidamente. Eu nunca podia imaginar que ele faria isso. Nunca havia visto um adulto subindo em árvore. O restante desse episódio acho que nem preciso contar, mas posso resumir que apanhei bastante, chorei e realmente aprendi a lição. Sem contar as milhares de palavras que tive de ouvir, a bronca, a lição de moral, e por ai adiante... Enquanto minha mãe dizia que ele exagerava e deveria ser menos agressivo comigo. Hoje em dia percebo que ele foi pouco agressivo, pois eu era sapeca demais.

Um comentário:
boa boa boa
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