- Kelvin... Você pode me abraçar?
Momento perplexo com cinco segundos de duração. Rafael estaria brincando comigo? Eu estaria sonhando? Seria alguma armação?
- Por favor!
- Tu tens certeza Rafael?
- Sim... Está tudo silencioso, escuro... Você não está com medo?
- Um pouco...
- Então me abraça para que eu me sinta mais seguro.
Aproximei-me dele. Antes eu estava longe demais. Fiquei tão próximo que senti meu peito encostar suas costas. Aquilo parecia um sonho. Coloquei meu braço esquerdo sobre ele e acariciei sua barriga. Encostei meu queixo em sua nuca e tentei sentir seu cheiro. Tudo estava sendo muito perfeito. Dormimos assim.
O dia apareceu e por incrível que pareça continuávamos na mesma posição. Rafael olhou para mim e desejou bom dia. Respondi o mesmo a ele. Dei-lhe um beijo inesquecível. Beijo molhado, de língua, de novela. Eu não conseguia mais parar, mas ele interrompeu.
- Vamos procurar um lugar para tomar café?
- Nada disso. Trouxemos muitas coisas gostosas para comer e faremos aqui mesmo. Isto é um acampamento e não um hotel.
- Tudo bem...
Rafael não comentava nada sobre o que tinha acontecido. Meu medo era que ele colocasse a culpa na bebida e resolvi me calar para ver até onde iria o silêncio dele também.
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Um comentário:
Aleluiaaaaaa, começou a história!!!
Beijo meu
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