
Fui para o meu quarto. Liguei o ventilador, estava muito quente. Deitei. Fiquei olhando para o teto um bom tempo. Estava escuro, a cortina balançava. Pensei em tudo que havia ocorrido naquele dia. Foi um ótimo dia, um dia de conquistas. Consegui perder um pouco do meu medo e criei mais confiança em mim. Pensei na conversa que acabara de ter com Beny. Sentia-me feliz. Lembro-me de que antes de dormir, Beny foi até o meu quarto. Meu coração bateu forte. Ele queria apenas pedir um ventilador. Eu pedi desculpas por não ter oferecido antes e expliquei que tinha me distraído. Ele rio. Peguei um ventilador que estava guardado no meu guarda-roupa e entreguei a ele. Ele agradeceu e se foi com passos leves. Depois que ouvi a porta do quarto de hóspedes se fechar, percebi que eu tinha perdido uma grande chance. Talvez ele tivesse ido até meu quarto para que eu oferecesse lugar para ele dormir, pois ali havia ventilador, lá não. Ele certamente não conseguiria dormir sem ventilador. Se eu dissesse que não tinha outro ventilador ele seria obrigado a dormir comigo e dividiríamos o mesmo ar fresco. Por outro lado, seria muito oferecimento da minha parte. Mesmo assim me arrependi profundamente. Pensei mais um pouco. Nem tudo estava perdido. Resolvi ir até o quarto de Beny e dizer que meu ventilador havia parado de funcionar e que eu consequentemente não conseguiria dormir. Era uma grande ideia, mas mesmo assim acabei não indo. Mesmo que Beny fosse dormir no meu quarto ele não iria querer conversar mais. Estava tarde e ele estava cansado. Ele iria apenas dormir e não seria na mesma cama que eu. Se bem que dormir com ele era uma das coisas que eu menos pensava. Eu gostaria mesmo é de conversar, conhecê-lo mais. Desisti daquilo. Fechei os olhos. Passei a pensar em Susan. Susan não estava sendo justa comigo. Ela precisava me contar tudo sobre minha mãe. Eu estava começando a enlouquecer, precisando de uma explicação. Ela era a única pessoa que podia me ajudar e não estava me ajudando. Ela me ajudaria se soubesse que desejo o namorado dela? Não era realmente namorado, mas o garoto que ela desejava também. No fundo, pelo que ela me conhecia, já sabia que eu desejava Beny. Essa situação me deixava mal. Eu não queria sentir o que sentia por Beny, mas infelizmente eu não podia controlar.
Onze e meia, acordei com um pedaço do sol entrando pela minha janela. Um espaço pequeno no canto da cortina. O dia estava simplesmente maravilhoso. Bocejei e me espreguicei bastante. Não queria sair dali, estava com preguiça. Feriado, mamãe em casa, cheiro do almoço e uma conversa alta.
- Conversa alta? – Sussurrei pulando da cama.
Sai do meu quarto e fui ver quem estava conversando. Logicamente era mamãe e Beny. Aproximei-me da cozinha onde eles estavam e achei aquela cena tão linda que não queria interromper. Beny sentado na mesa olhando minha mãe fazendo comida enquanto comia um bolo de cenoura sei lá de quando com uma vontade inigualável como se aquele bolo fosse o melhor que já comera. Ele me viu chegando, não consegui me esconder.
Onze e meia, acordei com um pedaço do sol entrando pela minha janela. Um espaço pequeno no canto da cortina. O dia estava simplesmente maravilhoso. Bocejei e me espreguicei bastante. Não queria sair dali, estava com preguiça. Feriado, mamãe em casa, cheiro do almoço e uma conversa alta.
- Conversa alta? – Sussurrei pulando da cama.
Sai do meu quarto e fui ver quem estava conversando. Logicamente era mamãe e Beny. Aproximei-me da cozinha onde eles estavam e achei aquela cena tão linda que não queria interromper. Beny sentado na mesa olhando minha mãe fazendo comida enquanto comia um bolo de cenoura sei lá de quando com uma vontade inigualável como se aquele bolo fosse o melhor que já comera. Ele me viu chegando, não consegui me esconder.

















