quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Lá pelas tantas, Rafael estava sem camisa e mostrava-se suado de tanto queimar calorias dançando. E eu dançava em sua frente quase me esfregando por inteiro. Minhas mãos passavam pelo seu corpo e mostravam muito desejo. De vez em quando bebíamos mais um pouco para garantir que o efeito não acabasse, como se a bebida fosse um combustível no qual a qualquer momento fizesse o corpo parar. E de forma alguma os corpos pararam, exceto em dados momentos em que decidimos nos sentar para respirar uns minutos, ou ir até o banheiro, onde quase nos empolgamos a fazer sexo ali dentro das cabines.
No banheiro podiam-se ver muitos homens e até mesmo algumas mulheres, que em certos momentos confundiam-se com travestis. Na pia vimos dois garotos no maior amasso. Um estava masturbando o outro, enquanto o outro passava as mãos nas nádegas macias do parceiro, que se encontrava logo atrás dele, muito perto a ponto de fazer seu pênis roçar em seu traseiro já à mostra. Imaginamos que podíamos fazer algo parecido, mas ficou apenas na imaginação e logo voltamos à pista, onde continuamos a dançar. Nesse momento eu me sentia cansado e mesmo assim preferi aproveitar ainda mais.
Duas horas mais tarde, Rafael sugeriu que fôssemos embora e eu nem pude recusar, pois estava me sentindo um trapo. Nunca dançara tanto em toda a vida. E seguimos em direção à saída, quando pude ver novamente o céu estrelado naquela noite de fevereiro. Dia quatorze, para ser mais preciso. Dia que eu nunca esquecerei.

Um comentário:

Wise-Boy disse...

Que balada é essa eu não conheço, um 14 de fevereiro? hehehe