
No caminho para casa, encontrei Susan, que obviamente espantou-se com meu estado. Perguntou-me o que estava acontecendo e eu respondi o mais ridículo. Disse que não era nada. Ela não se contentou com a resposta e começou a me seguir. Mostrou-se preocupada comigo e pediu para que a gente conversasse um pouco. Resolvi aceitar o convite. Afinal, eu precisava de alguém que me amparasse naquele momento. Embora Susan não fosse uma pessoa em quem eu poderia depositar todos os motivos das minhas lágrimas, ela poderia me deixar mais calmo por não me sentir tão sozinho naquele instante. Aproximamo-nos do centro da Praça Central e nos sentamos na grama. Eu de frente para ela. Depois de passar as mãos em minha cabeça, insistiu mais uma vez na mesma questão. Por que eu estava chorando? E ouvia soluços. E via lágrimas escorregarem em minhas bochechas.
- O Rafael.
Entre uma palavra e outra que eu tentava dizer. E mais choro, e mais soluços.
- Terminamos.
Desembuchei. Susan ficou surpresa. Jamais imaginara que pudéssemos nos separar porque até então parecíamos estar muito bem juntos e nosso romance, para quem via, era de novela, com direito a felizes para sempre no final. E ao mesmo tempo tal notícia a incomodava porque desconfiava dos motivos pelos quais havíamos terminado. Sabia que Beny continuava sendo desejado por mim e parecia ter medo de perdê-lo como se ele estivesse um pingo se quer a fim de ser meu também.
- Eu não acredito. Por que terminaram?
Eu precisava pensar bem antes de responder para que não acabasse falando a verdade. Não que eu fosse mentiroso, mas naquele momento era necessário, ao menos que eu quisesse perder de vez uma amizade que tempos atrás fora tão difícil de recuperar.
- Percebi que não o amo de verdade.
Eu não estava mentindo. Realmente não o amava de verdade. Tratava-se de uma simples omissão. E Susan não perguntaria justamente essa omissão.
- Você está amando outra pessoa?
Enganei-me por completo. Susan era mesmo muito curiosa e seria difícil fugir das suas perguntas. O que me restou foi responder que amava outra pessoa sim. E se ela ousasse perguntar quem eu estava amando ai sim eu mentiria.
- Sim estou.
Fui objetivo. Não queria responder as coisas antes que elas me fossem perguntadas. E já prevendo a próxima pergunta, tentei mudar de assunto.
- Estou me sentindo muito mal por isso. Rafael ficou magoado e eu não queria feri-lo. Ele não merece isso. Coitado.
Foi bom ter tentado, mas Susan não desistiu rápido e logo fez a pergunta que não queria calar.
- Você está apaixonado por quem Kelvin?
Senti um frio na espinha. Eu precisava responder algo para ela, mas eu não podia falar a verdade. Talvez pudesse sim, mas se a fizesse, o que Susan pensaria? Que eu era invejoso? Que eu me tornara um traidor? Tudo isso realmente podia passar pela sua cabeça e por um momento senti que nada daquilo que ela pudesse pensar importaria, pois meu sentimento por Beny não iria mudar e Susan desconfiava desde o início que eu sentia algo forte por ele, caso contrário não sentiria ciúmes e nem chamaria minha atenção, desejando que eu contasse o que realmente queria dele, tempos atrás. Como um flash, em minha mente surgiu uma resposta que Susan esperava atentamente para ouvi-la.
- Eu estou apaixonado por Beny.
- O Rafael.
Entre uma palavra e outra que eu tentava dizer. E mais choro, e mais soluços.
- Terminamos.
Desembuchei. Susan ficou surpresa. Jamais imaginara que pudéssemos nos separar porque até então parecíamos estar muito bem juntos e nosso romance, para quem via, era de novela, com direito a felizes para sempre no final. E ao mesmo tempo tal notícia a incomodava porque desconfiava dos motivos pelos quais havíamos terminado. Sabia que Beny continuava sendo desejado por mim e parecia ter medo de perdê-lo como se ele estivesse um pingo se quer a fim de ser meu também.
- Eu não acredito. Por que terminaram?
Eu precisava pensar bem antes de responder para que não acabasse falando a verdade. Não que eu fosse mentiroso, mas naquele momento era necessário, ao menos que eu quisesse perder de vez uma amizade que tempos atrás fora tão difícil de recuperar.
- Percebi que não o amo de verdade.
Eu não estava mentindo. Realmente não o amava de verdade. Tratava-se de uma simples omissão. E Susan não perguntaria justamente essa omissão.
- Você está amando outra pessoa?
Enganei-me por completo. Susan era mesmo muito curiosa e seria difícil fugir das suas perguntas. O que me restou foi responder que amava outra pessoa sim. E se ela ousasse perguntar quem eu estava amando ai sim eu mentiria.
- Sim estou.
Fui objetivo. Não queria responder as coisas antes que elas me fossem perguntadas. E já prevendo a próxima pergunta, tentei mudar de assunto.
- Estou me sentindo muito mal por isso. Rafael ficou magoado e eu não queria feri-lo. Ele não merece isso. Coitado.
Foi bom ter tentado, mas Susan não desistiu rápido e logo fez a pergunta que não queria calar.
- Você está apaixonado por quem Kelvin?
Senti um frio na espinha. Eu precisava responder algo para ela, mas eu não podia falar a verdade. Talvez pudesse sim, mas se a fizesse, o que Susan pensaria? Que eu era invejoso? Que eu me tornara um traidor? Tudo isso realmente podia passar pela sua cabeça e por um momento senti que nada daquilo que ela pudesse pensar importaria, pois meu sentimento por Beny não iria mudar e Susan desconfiava desde o início que eu sentia algo forte por ele, caso contrário não sentiria ciúmes e nem chamaria minha atenção, desejando que eu contasse o que realmente queria dele, tempos atrás. Como um flash, em minha mente surgiu uma resposta que Susan esperava atentamente para ouvi-la.
- Eu estou apaixonado por Beny.

Um comentário:
Bafão... so quero ver susan agora... aff
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