
Susan ficou por alguns minutos ausente e depois voltou, sem Beny. Ele não era de faltar. Ele nunca faltara e eu achava pouco provável que ele não tivesse vindo aquele dia, ainda mais sendo o primeiro dia do ano. Eu conhecia Beny, sabia que não era faltaria.
- Ele faltou
- Como? Beny nunca falta. – Perguntei assustado percebendo que eu não conhecera Beny como imaginara.
- Sim. Procurei na lanchonete, não estava. Então liguei para a casa dele. Ele mesmo atendeu e disse que não estava a fim de vir hoje. Parece que andou brigando com os pais.
Estranho. Esse tipo de crise não era comum em Beny. Tudo bem, as pessoas são imprevisíveis às vezes e era natural que Beny também fosse. Podia ser porque não estava acostumado a acordar cedo. Afinal, era o primeiro ano matutino de Beny, e de Susan também. E se brigou mesmo com os pais, fiquei imaginando o que poderia ter sido. Seria certamente algo grave para fazê-lo fazer o que nunca tinha feito, gazear aula. E assisti às aulas com o pensamento longe até o fim. Pensamento em Beny. As horas pareciam demorar mais naquela manhã e as aulas foram tão improdutivas que eu deveria ter feito exatamente o mesmo que Beny. Apresentação de professores, de matérias, nada disso me importava no momento. E pensava nele, só nele.
Tocou o sinal de saída e fui embora. No caminho, logo em frente à escola, Susan chegou correndo e me chamando para que a esperasse.
- Nossa é assim que você retribui todo carinho que lhe presto diariamente? Não me esperando para voltar da aula? Já imaginou o tanto de coisas ruins pode-se acontecer com uma garota da minha idade andando sozinha neste horário?
- No máximo em assalto ou um estupro, o que acho pouquíssimo provável. Primeiro que é muito quente ao meio-dia, os bandidos devem estar descansando ou almoçando em sombra fresca. Segundo que há pessoas demais por aqui e eles não atuam em lugares assim. Então fique tranquila. Não precisas de minha companhia.
- Que horror Kelvin!
- Calma, é claro que eu estou brincando linda! Eu só não te esperei porque estavas demorando muito e particularmente eu sabia que tu virias correndo trás de mim.
- Seu abusado! Sabe que eu gosto de você e fica todo cheio de confiança.
- E tu também não me esperaste de manhã, então eu precisava me vingar.
- Está bem... Kelvin quer almoçar lá em casa hoje?
Nesse ponto eu já havia esquecido da tal indireta no recreio. Aquele convite pareceu tão amigável. Fazia tempo que não recebia um desses. Não pensei duas vezes, aceitei imediatamente. Tia Vânia cozinhava muito bem, era impossível recusar sua comida. E mamãe, provavelmente não estaria em casa, o que me forçava a ter de inventar algum prato para comer sozinho.
- Ele faltou
- Como? Beny nunca falta. – Perguntei assustado percebendo que eu não conhecera Beny como imaginara.
- Sim. Procurei na lanchonete, não estava. Então liguei para a casa dele. Ele mesmo atendeu e disse que não estava a fim de vir hoje. Parece que andou brigando com os pais.
Estranho. Esse tipo de crise não era comum em Beny. Tudo bem, as pessoas são imprevisíveis às vezes e era natural que Beny também fosse. Podia ser porque não estava acostumado a acordar cedo. Afinal, era o primeiro ano matutino de Beny, e de Susan também. E se brigou mesmo com os pais, fiquei imaginando o que poderia ter sido. Seria certamente algo grave para fazê-lo fazer o que nunca tinha feito, gazear aula. E assisti às aulas com o pensamento longe até o fim. Pensamento em Beny. As horas pareciam demorar mais naquela manhã e as aulas foram tão improdutivas que eu deveria ter feito exatamente o mesmo que Beny. Apresentação de professores, de matérias, nada disso me importava no momento. E pensava nele, só nele.
Tocou o sinal de saída e fui embora. No caminho, logo em frente à escola, Susan chegou correndo e me chamando para que a esperasse.
- Nossa é assim que você retribui todo carinho que lhe presto diariamente? Não me esperando para voltar da aula? Já imaginou o tanto de coisas ruins pode-se acontecer com uma garota da minha idade andando sozinha neste horário?
- No máximo em assalto ou um estupro, o que acho pouquíssimo provável. Primeiro que é muito quente ao meio-dia, os bandidos devem estar descansando ou almoçando em sombra fresca. Segundo que há pessoas demais por aqui e eles não atuam em lugares assim. Então fique tranquila. Não precisas de minha companhia.
- Que horror Kelvin!
- Calma, é claro que eu estou brincando linda! Eu só não te esperei porque estavas demorando muito e particularmente eu sabia que tu virias correndo trás de mim.
- Seu abusado! Sabe que eu gosto de você e fica todo cheio de confiança.
- E tu também não me esperaste de manhã, então eu precisava me vingar.
- Está bem... Kelvin quer almoçar lá em casa hoje?
Nesse ponto eu já havia esquecido da tal indireta no recreio. Aquele convite pareceu tão amigável. Fazia tempo que não recebia um desses. Não pensei duas vezes, aceitei imediatamente. Tia Vânia cozinhava muito bem, era impossível recusar sua comida. E mamãe, provavelmente não estaria em casa, o que me forçava a ter de inventar algum prato para comer sozinho.

Um comentário:
Esse linda do kelvin foi falso huhauah. E a mãe dele quando virá o segredinho?
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